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Paulínia e região

Descarte de resíduo em Paulínia: o que a legislação exige da sua empresa

Por Equipe técnica ECO-TSA Publicado em

O que a legislação exige de uma empresa que gera resíduo em Paulínia?

Exige três coisas encadeadas: saber o que gera e em que classe, destinar esse material por meio de transportador e unidade licenciados, e guardar a documentação que comprova o caminho completo. Paulínia é um polo industrial, e essa combinação vale tanto para a planta grande quanto para o comércio que gera resíduo não equiparável ao domiciliar.

Não existe faixa de isenção por porte. O que define a exigência é o tipo de resíduo gerado, não o tamanho da empresa.

O plano municipal e a Lei 12.305/2010

A Lei 12.305/2010 instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos e é a base de tudo. Ela atribui ao município a elaboração do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, que organiza a coleta domiciliar, a destinação e os programas locais, e atribui ao gerador de resíduo não domiciliar a responsabilidade pelo seu próprio material.

Essa divisão é o ponto que mais gera confusão. O serviço público municipal cobre o resíduo domiciliar e o equiparável a ele. Resíduo industrial, resíduo de serviço de saúde, resíduo perigoso e resíduo de obra ficam com quem gera, que precisa contratar destinação por conta própria.

Em Paulínia, a prefeitura mantém pontos fixos de descarte com caçambas permanentes para pequenos volumes de resíduo domiciliar do munícipe. Eles não substituem a destinação do resíduo de empresa.

O que muda para indústria, comércio e obra

Indústria

Precisa de PGRS, de inventário de resíduos por classe segundo a ABNT NBR 10004, de área de armazenamento temporário adequada e de MTR em cada carga que sai. Em polo industrial, a fiscalização e a exigência de fornecedor homologado costumam ser mais rigorosas que a média.

Comércio e serviços

Quem gera só resíduo equiparável ao domiciliar segue a coleta municipal. A partir do momento em que há resíduo perigoso, óleo, eletrônico ou volume acima do domiciliar, a destinação passa a ser responsabilidade do estabelecimento.

Obra

O resíduo da construção civil segue a Resolução CONAMA 307/2002, que exige destinação em área licenciada e separação do resíduo Classe D, o perigoso. A obra precisa conseguir apresentar o comprovante de destinação quando a contratante ou o órgão pedir.

Checklist de conformidade para empresa em Paulínia

  • Inventário atualizado dos resíduos gerados, por tipo e classe.
  • PGRS elaborado e coerente com a operação atual.
  • Área de armazenamento temporário com contenção, cobertura e identificação por classe.
  • Licença ambiental do transportador contratado, com validade conferida.
  • MTR emitido no SIGOR para cada carga e devidamente encerrado.
  • Certificado de destinação final arquivado por operação.
  • Resíduo perigoso segregado desde a origem, sem compartilhar recipiente com Classe II.
  • Responsável nomeado pela documentação, e não pasta compartilhada sem dono.

Se algum item ficou sem marcar, ele é o próximo a resolver. A ordem importa menos que começar: quase toda autuação por resíduo começa em um item de checklist que ninguém assumiu.

Equipe técnica ECO-TSA

Time de operação e conformidade ambiental da ECO-TSA, em Paulínia (SP). Escreve a partir da rotina de coleta, transporte e destinação de resíduo na Região Metropolitana de Campinas.

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Dúvidas

Perguntas frequentes

Preciso de PGRS mesmo sendo uma empresa pequena?

A exigência depende do tipo de resíduo gerado, não do porte. Comércio que gera apenas resíduo equiparável ao domiciliar costuma ficar fora; havendo resíduo perigoso ou atividade listada na Lei 12.305/2010, o plano é exigido.

Quem fiscaliza o descarte de resíduo em Paulínia?

A fiscalização ambiental estadual é da CETESB, e a municipal fica com os órgãos da prefeitura de Paulínia responsáveis por meio ambiente e posturas. Resíduo perigoso envolve ainda o cadastro federal do IBAMA.

O que acontece em caso de descarte irregular?

A Lei 9.605/1998 trata como infração causar poluição ou lançar resíduo em desacordo com as exigências legais, com multa aplicável. A responsabilidade alcança o gerador, mesmo que o descarte tenha sido feito por terceiro contratado.

Ficou alguma dúvida de fora?

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