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Construção civil

Caçamba para obra: como não deixar o canteiro parar

Por Equipe técnica ECO-TSA Publicado em

Quantas caçambas uma obra precisa por mês?

Depende muito menos do tamanho da obra e muito mais da etapa em que ela está: demolição e desmonte concentram volume em poucos dias, estrutura e alvenaria geram de forma constante, e acabamento gera pouco e de forma previsível. Uma obra que na fase de demolição pede três caçambas por semana pode pedir uma a cada duas semanas na fase de acabamento.

Por isso o número por mês, sozinho, não ajuda a planejar. O que ajuda é olhar o cronograma e marcar em que semanas o volume dispara.

Como planejar a retirada sem travar o canteiro

O canteiro para por dois motivos, e nenhum deles é falta de caçamba: para porque a caçamba encheu e ninguém avisou, ou porque avisaram tarde demais para a troca acontecer no mesmo dia.

Três medidas resolvem a maior parte dos casos:

  • Um responsável nomeado pelo aviso. Alguém do canteiro precisa ter a tarefa explícita de acionar a troca quando a caçamba chega a três quartos, não quando transborda.
  • Antecedência combinada com o fornecedor. Saber se a troca acontece no mesmo dia ou no dia seguinte muda o momento certo de acionar.
  • Posição pensada para o caminhão. Caçamba encaixada num canto onde o poliguindaste não manobra vira caçamba que não sai no horário.

RCC: o que a construtora precisa comprovar

A Resolução CONAMA 307/2002 estabelece diretrizes para a gestão do resíduo da construção civil e classifica o material em quatro classes: A (alvenaria, concreto, argamassa, solo), B (madeira, plástico, papel, metal, gesso), C (sem tecnologia de recuperação economicamente viável) e D (perigosos, como tinta, solvente e amianto).

Do ponto de vista de quem toca a obra, isso se traduz em três exigências práticas:

  • O resíduo Classe D não pode ir junto com o restante.
  • A destinação precisa ser em área licenciada, e existe documento que comprova.
  • A obra precisa conseguir apresentar esse documento quando a contratante ou o órgão pedir.

Construtora e gerenciadora costumam condicionar a medição à entrega desses comprovantes. Não é burocracia da contratante: é ela se protegendo, porque a responsabilidade pelo resíduo também a alcança.

Quando vale fechar contrato mensal em vez de pedir avulso

O ponto de virada é quando a obra passa a pedir caçamba mais de uma vez por semana de forma previsível. A partir daí, pedir avulso custa três coisas:

  • Tempo de negociação repetida. Alguém liga, cota, confirma e agenda toda semana.
  • Preço sem previsibilidade. Cada pedido é um preço, e o orçamento da obra não fecha.
  • Fila. Pedido avulso entra na agenda do fornecedor no dia em que foi feito. Contrato mensal entra com prioridade.

No contrato mensal, o número de caçambas e a frequência ficam combinados, o preço fica fixo e a troca é programada. Para obra de longa duração, é a diferença entre logística de resíduo planejada e apagar incêndio toda semana.

Equipe técnica ECO-TSA

Time de operação e conformidade ambiental da ECO-TSA, em Paulínia (SP). Escreve a partir da rotina de coleta, transporte e destinação de resíduo na Região Metropolitana de Campinas.

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Dúvidas

Perguntas frequentes

Dá para agendar retirada recorrente de caçamba?

Sim. Em obra com geração contínua, a troca é programada por frequência em vez de ser pedida a cada vez, o que evita a caçamba cheia esperando alguém lembrar de acionar o fornecedor.

Quem responde pelo resíduo gerado pela empreiteira contratada?

A responsabilidade alcança quem gera e também o contratante da obra. É por isso que construtora e gerenciadora exigem o comprovante de destinação de cada retirada, mesmo quando quem contratou a caçamba foi a empreiteira.

Precisa separar o material da obra antes de colocar na caçamba?

Entulho, concreto, madeira e terra podem ir juntos. O que precisa sair é o resíduo Classe D da CONAMA 307/2002, como tinta, solvente e amianto, que tem destinação própria e contamina a carga inteira se for misturado.

Ficou alguma dúvida de fora?

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